segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Solução para os problemas é mais simples do que parece....

Hoje mais uma vez vou falar dessa cidade onde vivo.

A criatividade das “pessoas” em Guarulhos é uma coisa impressionante.

Hoje me deparei com uma solução para a superlotação dos coletivos que eu particularmente nunca imaginaria.

É simples, tão simples que eu não me conformo em não ter pensado nisso antes:

Basta não deixar que as pessoas entrem.

É simples assim, as pessoas acabam indo a pé pra casa, pra faculdade ou pra onde quer que seja. Não fere a constituição, pois não tira o direito de ir e vir, mesmo porque a constituição não exige que seja de ônibus. Sendo assim, basta não estacionar a porra do coletivo na merda do caminho de ninguém, o que, aliás, não há o melhor risco de acontecer, pois os motoristas são pagos para dirigir apenas entre dois pontos, não para levar os cidadãos entre os vários pontos.

Um deles se negou a abrir a porta para que eu subisse, pois ele estava há 5 metros do ponto de ônibus, o outro, deixou uma mulher que aparentava seus 40 e poucos anos com o braço esticado e uma cara de “me fudi” que dava até vontade de ir apresentar o Himmler (meu coturno) para o motorista, tenho certeza de que eles seriam bons amigos.

Enfim, eu acreditava que essa cidade já havia apresentado bizarrices o suficiente, mas sabe que eu sempre me surpreendo com a falta do que fazer das pessoas que vivem aqui.

Certas vezes penso se poderia ser a água contaminada, se é o excesso de religião (pois aqui é a terra da igreja), enfim, não sei o que torna as pessoas aqui tão estúpidas.

Agora eu pergunto:

O que o cara ganhou por me deixar no ponto?

O que o outro cara ganhou por deixar aquela senhora no ponto?

Qual o motivo disso?

Pra que isso?

Simples, tão simples como a solução apresentada por esses cidadãos inúteis aos seus companheiros de cidade (inúteis, pois um prestador de serviços que não presta o serviço não serve para coisa alguma):

Nenhum

Nenhum e nada está lado a lado, um sujeito que pratica esse tipo de ação é igual a “um nada”.

Nada faz falta?

O que me conforta vivendo entre esses seres que fazem questão de se inferiorizar, é que eu estou estudando, buscando crescimento profissional, pessoal, intelectual e esses caras, daqui a dez anos o que serão?

Vamos resolver isso matematicamente, vamos imaginar que meu valor de um a dez seja apenas um, se eu melhorar um por ano, em dez anos serão 10 vezes um, igual a dez.

Sendo esses sujeitos iguais à zero, preciso multiplicar por 10 para saber que eles serão eternos zeros?

Esse é o problema de alguns seres, eles se preocupam mais e não colaborar com outros que colaborar com eles mesmos.

Não pude deixar de lembrar da piada das bichinhas pobres contada pelo Jô Soares.



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