segunda-feira, 25 de abril de 2011

Atividade Paranormal 2

Assisti, meio que com o pé atrás o tal filme que prometia ser assustador.

Até que é bem produzido, mas definitivamente, não é assustador.

Talvez pq eu não acredite nessas coisas de demônios, espíritos aporrinhando nossas vidas e etc., mas definitivamente não achei nada demais nesse filme.
Iria bem num Cine Trash ou no Contos de Thunder, coisa pra assistir num dia frio, em que se está sem rolê, sem companhia, ou pra deixar rolando só pra iluminar o lugar enquanto faz outra coisa ;-) .

Alguns filmes perdem seu foco em suas seqüências, mas atividade paranormal consegue ser uma bosta em qualquer versão. Assustador mesmo é só a possibilidade de uma trilogia.

domingo, 24 de abril de 2011

Ensaio sobre a Cegueira

De uns tempos para cá tenho consumido alguns filmes que tenho adquirido.
Nesse feriadão assisti “Ensaio sobre a Cegueira”.
Achei o “filme/livro/peça/sei lá mais o que” com a idéia até que boa, uma única pessoa vê em meio a um mundo cego, sua responsabilidade sobre os demais, o amor e a dedicação dela ao marido, o companheirismo de não abandonar na hora da doença, e sendo uma pessoa com visão, liderar, lutar contra as injustiças e ser condenada por isso, mesmo que enquanto não tivesse tomado coragem de lutar a injustiça dominasse.


Mas o desenvolvimento da história é patético.

Um cego não pode levar o celular para a quarentena, enquanto outro leva uma arma (cujo tambor tem um milhão de balas ou o cara tinha munição reserva ou mais de uma arma, mas eu contei muito mais que seis tiros, alguém fez cagada nessa história), ainda o tal cego (que obviamente não pode mirar) domina os demais, inclusive a única pessoa que enxerga e poderia a qualquer momento desarmar o cara.

Ah, mas o desenrolar dessa “brilhante história” é que o tal cego rouba tudo dos demais e transforma as mulheres em prostitutas em troca de comida. Tudo isso sendo cego e aos olhos da única pessoa que enxerga. Podemos fazer uma analogia à sociedade, onde pessoas são dominadas e abusadas mesmo podendo ir contra isso e quando alguém atira a primeira pedra é condenado pelos dominados acomodados, mas a analogia foi péssima.

Eu entendi o contexto filosófico da coisa, mas mesmo assim achei uma bosta, poderia ser resumido em uma frase de efeito e nada mais.

A sociedade não é dominada por cegos armados, a sociedade é dominada por quem enxerga além, está bem armado, sabe atirar e principalmente sabe o que quer, ao contrário de um cego que só quer dominar. Mesmo o dominante regional, sabe onde está se metendo.

O filme é cansativo, chato, sem nenhum raciocínio lógico, tão vazio quanto raciocínio religioso.