domingo, 24 de abril de 2011

Ensaio sobre a Cegueira

De uns tempos para cá tenho consumido alguns filmes que tenho adquirido.
Nesse feriadão assisti “Ensaio sobre a Cegueira”.
Achei o “filme/livro/peça/sei lá mais o que” com a idéia até que boa, uma única pessoa vê em meio a um mundo cego, sua responsabilidade sobre os demais, o amor e a dedicação dela ao marido, o companheirismo de não abandonar na hora da doença, e sendo uma pessoa com visão, liderar, lutar contra as injustiças e ser condenada por isso, mesmo que enquanto não tivesse tomado coragem de lutar a injustiça dominasse.


Mas o desenvolvimento da história é patético.

Um cego não pode levar o celular para a quarentena, enquanto outro leva uma arma (cujo tambor tem um milhão de balas ou o cara tinha munição reserva ou mais de uma arma, mas eu contei muito mais que seis tiros, alguém fez cagada nessa história), ainda o tal cego (que obviamente não pode mirar) domina os demais, inclusive a única pessoa que enxerga e poderia a qualquer momento desarmar o cara.

Ah, mas o desenrolar dessa “brilhante história” é que o tal cego rouba tudo dos demais e transforma as mulheres em prostitutas em troca de comida. Tudo isso sendo cego e aos olhos da única pessoa que enxerga. Podemos fazer uma analogia à sociedade, onde pessoas são dominadas e abusadas mesmo podendo ir contra isso e quando alguém atira a primeira pedra é condenado pelos dominados acomodados, mas a analogia foi péssima.

Eu entendi o contexto filosófico da coisa, mas mesmo assim achei uma bosta, poderia ser resumido em uma frase de efeito e nada mais.

A sociedade não é dominada por cegos armados, a sociedade é dominada por quem enxerga além, está bem armado, sabe atirar e principalmente sabe o que quer, ao contrário de um cego que só quer dominar. Mesmo o dominante regional, sabe onde está se metendo.

O filme é cansativo, chato, sem nenhum raciocínio lógico, tão vazio quanto raciocínio religioso.

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