Viajar no tempo é sonho de todos.
Quem nunca em momento algum não quis voltar atrás?
Quem nunca pensou em voltar uma semana antes e jogar os números certos na loteria?
Às vezes acho que essa vontade de querer voltar é mais profunda no nosso subconsciente do que se possa imaginar.
Basta visitar um site aqui, outro ali, abrir o e-mail e pronto: Festas anos 70, festa anos 80, já se toca anos 90 em algumas festas (e eu me sinto extremamente velho quando isso acontece).
Não sei, talvez a saudade de bons tempos, talvez a vontade de voltar e ter o tempo já vivido de volta, como se tendo uma segunda chance fôssemos aproveitar melhor, sabendo que cada chance passada não voltará. Mas como saberíamos que cada chance que nos passou diante os olhos eram chances e não somente fatos?
Agora mesmo estou ouvindo The Cure e estou me sentindo confortável com a sonoridade, por mais que normalmente eu abomine re-ler páginas viradas, ouvir a trilha sonora delas até que não me parece ruim, pelo menos aos domingos (desde que não seja a trilha sonora do tempo em que eu namorei uma patricinha, eu nunca vi tanto mau gosto musical reunido num grupo de pessoas só como acontecia com ela e suas amigas).
Logo eu, um sujeito auditivo, me flagro ouvindo músicas que fizeram parte da minha infância para diminuir minha ansiedade frente a minha preparação para as provas de certificação e o que é pior, me sentindo bem com elas.
É como aquelas táticas do cigarro de chocolate, que faz com que as pessoas sintam a tranqüilidade da infância ao consumir quando adulto algo com a embalagem parecida, todo mundo começa com o maldito maço de cigarros vermelho, depois as substâncias fazem a parte delas e não importa mais a cor. A mesma tática das lanchonetes ao mostrar aquela criancinha super bonitinha, aquele “momento família” e como não quer nada nos dizem: “Nós temos isso pra te vender, você não quer?”.
Bom, eu particularmente não, mas minha visão de família é assunto para outro (ou outros) posts.
Espero nunca perder essa consciência desse lado psicológico das coisas. Por mais que às vezes eu não consiga me divertir justamente por conhecer a verdade (e achar uma prostituta tentando me convencer a levá-la para o quarto o ser mais patético do mundo), pelo menos não corro o risco de me tornar um Zumbi que crê na fada dos dentes, pois não tem nada melhor pra acreditar.
Pro falar em acreditar, eu preciso acreditar que vou conseguir passar no exame e para tanto preciso voltar a estudar. Deus é que não vai me ajudar a conseguir isso rs.
domingo, 10 de agosto de 2008
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